Persigo o poema — exato exaspero — mesmo quando adormeço
(nesta caçada pantanosa, espessa, sem medalha e sem vantagem
já que o alvo é inatingível, holográfico, uma ardilosíssima miragem
nômade, efêmera, insistente: algo desprovido de fim ou de começo
e que advoga veemente sobre a exeqüibilidade desta tese que o eleva
para uma dimensão ignorada pelos poetas, onde não há o que se encerra).
Por que resistir contra a força dessa garra que te prende na veia da floresta,
quando é a mesma e única que te resgata do poço e que depois te liberta?
Por que fixar cercas e limitar a lonjura da pena à fundura do umbigo,
se podemos mergulhar na via impossível do verso largo e de seu infinito?
sexta-feira, 1 de maio de 2009
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Marlos Degani
- MARLOS DEGANI
- Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brazil
- Marlos Degani, Nova Iguaçu/RJ, é jornalista. Lançou o seu primeiro livro de poemas chamado Sangue da Palavra em 2006 e que conta com a apresentação do poeta Ivan Junqueira, imortal da Academia Brasileira de Letras, falecido em 2014. Em setembro/14 lançou o segundo volume de poemas chamado INTERNADO, também pelo formato e-book, disponível nas melhores livrarias virtuais do planeta. Em 2021, pela Editora Patuá, lançou o seu terceiro volume, chamado UNIPLURAL. Participa como poeta convidado da edição número 104 da Revista Brasileira, editada pela Academia Brasileira de Letras, lançada em janeiro/21, ao lado de grandes nomes da literatura brasileira.
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