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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

VARRIDO



     
Quando tudo parece
que pode ser verso,
quem sabe do verso?
Pode pôr-se entre
os biombos das horas,
nos vãos dos ventos
que sopram a poeira
e dissipam a fuligem
espessa da fumaça
do croqui da madrugada?

Quem sabe do verso?
Sempre velho verso
e que a aurora despreza
e amaldiçoa e enterra.


2 comentários:

  1. Se puder leia, se puder ajude, se não, valeu assim mesmo a atenção.
    http://sejameupadrinhonafaculdade.blogspot.com.br/

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Marlos Degani

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Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brazil
Participa do grupo de poesia Desmaio Públiko em Nova Iguaçu. É jornalista, escreve crônicas periódicas no sítio do Baixada Fácil www.baixadafacil.com.br e lançou de seu primeiro livro de poemas chamado Sangue da Palavra em 2007 e um CD de poemas chamado MARLOS DEGANI - ATÉ AGORA em 2009, com a sua poesia completa (édita e inédita). Lançou em set/14 seu segundo volume de poemas chamado INTERNADO no formato e-book, já disponível nas melhores virtuais. Contato: marlosdegani@gmail.com