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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

VOLÁTIL


Muitos dizem
e ainda juram,
dedos em riste,
que sou impuro

e, ruim, desprezo
tudo neste mundo:
as mesas, as turmas,
as tribos e os poetas.

Fato: não sei bem
se sinto incômodo
ou aquele conforto
raro que poucos têm

quando percebo
assustado a minha
total indiferença,
real e tranqüila

que não acredita
haver duelos
contra as línguas
de vis dialetos,

não por afastar
o bom debate,
mas porque brado
contra as verdades

que me soam
mansas sem paz.
Não há rei capaz
ou alguma coroa

neste teorema
ardiloso, espesso,
mas quase alfazema
no clorofórmio, no éter

do improvável
alucinógeno
quase breve
do poema.

2 comentários:

  1. Que legal!! Não sabia que vc tinha uma página de poesias! Já virei seguidora!! ��

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Marlos Degani

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Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brazil
Participa do grupo de poesia Desmaio Públiko em Nova Iguaçu. É jornalista, escreve crônicas periódicas no sítio do Baixada Fácil www.baixadafacil.com.br e lançou de seu primeiro livro de poemas chamado Sangue da Palavra em 2007 e um CD de poemas chamado MARLOS DEGANI - ATÉ AGORA em 2009, com a sua poesia completa (édita e inédita). Lançou em set/14 seu segundo volume de poemas chamado INTERNADO no formato e-book, já disponível nas melhores virtuais. Contato: marlosdegani@gmail.com