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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

VAZIOS

Não há dores, enfim, e nenhuma,
que caibam no disforme poema,
pois delas, e somente, ele se alimenta,
e, também, são as origens da sua fortuna

que ilude e seduz numa clássica cilada
― o falso poder da euforia do guardanapo ―
a alma ingênua do poeta que acreditava
na força frugal da sua improvável palavra.

Para os que rejeitam a lição desta única aula,
o poema alça o seu vôo veloz e vai-se embora:
condena, implacável, os mancebos às fábulas
dos mil versos vazios em seus livros sem páginas.

Um comentário:

  1. onde cabe a palavra? nos descabidos vazios da poesia…

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Marlos Degani

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Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brazil
Participa do grupo de poesia Desmaio Públiko em Nova Iguaçu. É jornalista, escreve crônicas periódicas no sítio do Baixada Fácil www.baixadafacil.com.br e lançou de seu primeiro livro de poemas chamado Sangue da Palavra em 2007 e um CD de poemas chamado MARLOS DEGANI - ATÉ AGORA em 2009, com a sua poesia completa (édita e inédita). Lançou em set/14 seu segundo volume de poemas chamado INTERNADO no formato e-book, já disponível nas melhores virtuais. Contato: marlosdegani@gmail.com